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Greve parcial deixa São Luís sem ônibus do sistema urbano após atraso no pagamento dos rodoviários

Greve parcial deixa São Luís sem ônibus do sistema urbano Os rodoviários do sistema urbano de São Luís iniciaram uma paralisação na manhã desta sexta-f...

Greve parcial deixa São Luís sem ônibus do sistema urbano após atraso no pagamento dos rodoviários
Greve parcial deixa São Luís sem ônibus do sistema urbano após atraso no pagamento dos rodoviários (Foto: Reprodução)

Greve parcial deixa São Luís sem ônibus do sistema urbano Os rodoviários do sistema urbano de São Luís iniciaram uma paralisação na manhã desta sexta-feira (13) após atraso no pagamento do reajuste salarial, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (Sttrema). Até o momento, não há previsão de retorno. O sistema semiurbano, que atende os municípios de São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar, está operando, mas sem acessar o Terminal da Cohab, situação que já ocorreu em outras paralisações. A Prefeitura de São Luís, por meio Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), afirmou que tem mantido em dia os repasses de subsídios às empresas, sem atrasos ou descontos. Mesmo assim, as empresas não teriam garantido os direitos determinados pela Justiça aos trabalhadores (veja, mais abaixo, a nota na íntegra). Já o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) afirmou que o subsídio pago pela Prefeitura de São Luís permanece o mesmo desde janeiro de 2024, apesar de dois reajustes salariais para rodoviários e aumento nos custos do serviço. Ainda segundo o sindicato, não houve acordo na Justiça do Trabalho porque a SMTT não compareceu à audiência (veja, mais abaixo, a nota na íntegra). 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Greve parcial deixa São Luís sem ônibus do sistema urbano após atraso no pagamento dos rodoviários Ádria Rodrigues/TV Mirante Conforme apuração da TV Mirante, somente em uma das empresas do sistema, cerca de 300 funcionários não trabalharam. As garagens amanheceram com ônibus parados, sem que nenhum coletivo deixasse o pátio. Na porta de uma das empresas, uma placa informava a contratação de motoristas, mas rodoviários afirmam que o problema central é o não pagamento do reajuste salarial, o que impede a normalização das atividades. De acordo com o sindicato, cerca de 4,5 mil a 5 mil trabalhadores atuam atualmente no sistema de transporte público da Grande São Luís. O que dizem a Prefeitura de São Luís e o SET Nota da Prefeitura de São Luís A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informa que a greve registrada nas primeiras horas desta sexta-feira (13) no sistema de transporte urbano de São Luís decorre do não cumprimento, por parte das empresas de ônibus, da decisão recente da Justiça do Trabalho que determinou a implementação de reajuste salarial e a concessão de benefícios aos trabalhadores rodoviários. Mesmo após a decisão judicial, as empresas não garantiram aos trabalhadores as vantagens determinadas pela Justiça do Trabalho, o que levou à greve no sistema urbano de transporte público. A SMTT esclarece que vem cumprindo regularmente todas as suas obrigações financeiras com o sistema de transporte público, com os repasses do subsídios às empresas sendo realizados em dia, sem qualquer dedução ou atraso. Diante disso, causa estranheza o fato de que, mesmo recebendo regularmente os recursos devidos pelo Município, as empresas não tenham garantido a implementação do reajuste e beneficíos assegurados aos trabalhadores rodoviários. Para reduzir os impactos da greve, a Prefeitura adotou medidas emergenciais, como a liberação de vouchers para utilização em aplicativos de transporte, garantindo alternativa de deslocamento aos usuários do sistema de transporte público enquanto o serviço permanecer comprometido. Os vouchers já foram disponibilzados para os usuários já cadastrados no sistema disponilizado pela prefeitura anteriormente. A Prefeitura informa ainda que ingressou nesta quinta-feira (12) com ação na Justiça do Trabalho requerendo a declaração de abusividade da greve, bem como a adoção de medidas efetivas que assegurem a circulação mínima do transporte coletivo, conforme determina a legislação aplicável aos serviços essenciais. A lei é clara ao estabelecer que, em atividades dessa natureza, não é admitida a interrupção total do serviço, devendo ser garantido o atendimento mínimo à população. A SMTT segue acompanhando a situação de forma permanente e adotando todas as medidas necessárias para assegurar o restabelecimento do serviço e resguardar os direitos dos usuários do transporte público de São Luís. Nota do SET ESCLARECIMENTO O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), vem, a público, esclarecer as declarações feitas pelo atual Prefeito de São Luís, Eduardo Braide, na manhã desta sexta-feira, dia 13, em rede social: SUBSÍDIO O subsídio pago atualmente pela Prefeitura de São Luís ainda é o mesmo de Janeiro de 2024, mesmo com dois reajustes salariais concedidos aos trabalhadores rodoviários, e aumento em todos os outros custos do serviço. FALTA DE ACORDO Na Justiça do Trabalho não houve acordo, pois, a SMTT nem sequer compareceu. AUMENTO DO DIESEL O preço do diesel aumentou R$ 1,40 o litro só na última semana. A medida do presidente Lula resultará numa redução de apenas R$0,30. GREVES As diversas greves, que ocorrem desde 2021, são resultado do reiterado descumprimento do contrato por parte do Município de São Luis, fato confessado em vídeo pelo próprio Prefeito, que, ao congelar o subsídio desde janeiro de 2024, colocou o sistema em colapso. O SET está cooperando com os Órgãos de Justiça e Controle na apuração dos verdadeiros motivos e responsáveis pela crise do setor. Por fim, o SET afirma que tem buscado o diálogo, tendo protocolado diversos pedidos de reunião junto à SMTT desde o início de 2025, e mantém a disposição na busca do diálogo técnico sobre o transporte de nossa cidade. MP-MA abre inquérito para investigar falhas no transporte coletivo de São Luís A paralisação ocorre enquanto o Ministério Público do Maranhão conduz um inquérito civil que apura falhas na prestação do serviço, paralisações recorrentes, problemas estruturais e possíveis irregularidades na gestão e operação do sistema de transporte da capital. Os focos da investigação incluem o Município de São Luís, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SET), os consórcios Central, Via SL e Upaon-Açu, além da empresa Viação Primor Ltda. Como providências iniciais, o MPMA solicitou à Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) e ao SET uma série de documentos, incluindo: informações sobre todas as linhas do sistema; itinerários, consórcios, concessionárias e frotas; planilhas de custos do transporte; valores de subsídios tarifários pagos entre 2021 e 2026; número de novos ônibus incorporados ao sistema no mesmo período; e medidas adotadas pela Prefeitura para corrigir falhas na prestação do serviço. Última paralisação do sistema urbano durou 8 dias Após oito dias de paralisação, os ônibus que integram a frota do transporte urbano voltaram a circular após reunião com o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), empresários e a Prefeitura de São Luís, sob a garantia do pagamento dos salários atrasados. ➡️ O acordo realizado no dia 6 de janeiro determinou que os salários atrasados dos trabalhadores do sistema urbano serão pagos integralmente até até o dia 10 deste mês. Nos últimos seis anos, a capital enfrentou ao menos dez paralisações no sistema, provocadas principalmente por impasses salariais e disputas entre empresas e rodoviários. Em 2022, a cidade registrou a maior greve do período, que se estendeu por 43 dias.